Atlético perde fora de casa para o Barueri
Durante a semana, o goleiro Aranha disse que o Barueri tinha uma ótima estrutura, um excelente estádio, que o clube paga em dia, que era um jogo difícil. Já o técnico Celso Roth falou que com o decorrer do campeonato uma derrota era inevitável. E ela veio. O Barueri venceu o Atlético por 4 a 2 na Arena Barueri.
Assim como no jogo contra o Santos, no primeiro tempo o Atlético não pegou na bola. O Barueri abriu o placar com um chute rasteiro depois um cruzamento e um bate-rebate dentro da área. O jogador do Barueri estava bem próximo a Aranha, que chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol. Pareceu falha do goleiro atleticano.
Pouco tempo depois, numa bola recuada, Aranha dominou mal, tentou dar um chutão e foi bloqueado pelo jogador do Barueri, que marcou o segundo. Uma falha ainda mais clamorosa que a do primeiro gol. Aranha poderia ter tocado a bola para a linha de fundo. Como qualquer peladeiro sabe, bola pro mato que o jogo é de campeonato.
No segundo tempo o Atlético voltou um pouco melhor. Conseguiu tocar a bola no meio campo e organizar alguns ataques. O zagueiro do Barueri meteu a mão na bola dentro da área. Pênalti convertido por Tardelli. Logo em seguida, Evandro avançou na área do adversário, caiu e o árbitro marcou pênalti. Lance duvidoso. Tardelli deu uma paradinha e empatou o jogo.
O juiz marcou falta de Werley na meia lua, quase na linha da área, de frente pro gol. Outro lance duvidoso. O zagueiro do Atlético tomou o segundo amarelo e foi expulso. A cobrança foi um chute forte em cima da barreira. Um jogador do Atlético desviou o chute e tirou Aranha da jogada. Barueri três a dois. Em um cruzamento da esquerda concluído pra gol, o time paulista ampliou o placar e fechou o resultado. 4 a 2 para o Barueri.
Atlético-MG vence o Santos por 3 a 2 na Vila Belmiro
O Atlético-MG venceu o Santos por 3 a 2 na Vila Belmiro no domingo, 21 de junho, e assumiu a liderança isolada do Brasileirão 2009, três pontos à frente do segundo colocado, o Internacional. O Galo tem 17 pontos e o Inter 14. Em sete jogos, o time mineiro venceu cinco e empatou dois. Continua invicto na competição.
Com menos de dois minutos de partida, um jogador do Santos deu um puxeta dentro da área de costas pro gol e acertou o travessão de Aranha. Além de bom, um goleiro precisa ter sorte. No primeiro tempo, o Atlético não conseguiu colocar a bola no chão e trocar passes. O Santos teve o domínio da posse de bola na maior parte do tempo e criou algumas boas chances de gol.
Mesmo sem atacar, o Atlético estava empenhado em campo e conseguiu suportar a pressão do Peixe. Em outro lance de sorte do goleiro atleticano, o jogador do Santos recebeu um cruzamento na pequena área e mandou a bola nas mãos de Aranha, que estava batido na jogada. O zagueiro Welton Felipe foi mal em dois lances que podiam ter resultado em gol do time paulista. No primeiro, o zagueiro Werley chegou bem na cobertura e travou o chute do adversário. No segundo, tirou de cabeça uma bola que ia entrando após Neymar bater por cobertura sobre Aranha. No último minuto do primeiro tempo, Neymar dominou bonito uma bola no lado esquerdo do campo, próximo à grande área. Girou o corpo e bateu cruzado, rasteiro. Santos 1 a 0.
No segundo tempo, Marcos Rocha entrou no lugar de Chiquinho na lateral esquerda. O jogo na segunda etapa foi outro. O Atlético conseguiu tocar a bola no meio campo e sair em velocidade nos contra-ataques. Aos 15 minutos, cruzamento da esquerda e o zagueiro do Santos afastou de cabeça. A bola foi parar nos pés de Diego Tardelli, no lado esquerdo da grande área. Ele bateu cruzado de primeira com o peito do pé. A bola fez uma parábola e foi parar dentro das redes. 1 a 1.
Aos 20 minutos, Tardelli recebeu na intermediária pelo lado direito e passou de primeira para Evandro, em posição legal dentro da meia-lua. O meia dominou livre, esperou o zagueiro vir que nem uma maria-fumaça desgovernada, deu um corte seco para o outro lado e ficou sozinho, de frente para o goleiro. Teve tranquilidade e frieza para escolher o canto e bater. Galo 2 a 1.
Carlos Alberto avançou pela direita, chutou e acertou a trave. Éder Luís avançou sozinho também pela direita e chutou em cima do goleiro. Aos 29 minutos, em lance muito parecido com o anterior, Carlos Alberto recebeu lançamento pela direita e avançou perseguido por um defensor santista. Deu dois toques na bola na corrida e no terceiro chutou pra gol. Atlético 3 a 1.
Falta na meia-lua a favor do Peixe, de frente pro gol. Mádson acertou o travessão. Aos 43 minutos, cruzamento na área do Atlético, a bola foi cabeceada e sobrou na dividida para Kléber Pereira e Welton Felipe. O atacante do Santos pulou com o braço esquerdo levantado, que resvalou na bola. Ela foi parar nos pés de Léo, que marcou. 3 a 2 para o Galo.
No primeiro tempo, o goleiro do Santos se contundiu e foi substituído. Passaram-se pelo menos três minutos entre a contusão e o reinício da partida. O juiz Djalma Beltrami deu um minuto de acréscimo. No segundo tempo, ninguém foi expulso nem se contundiu. As alterações foram feitas rapidamente. Beltrami apontou três minutos de acréscimo. O quarto árbitro levantou a placa indicando quatro minutos. Aos 47 minutos e 40 segundos, Beltrami encerrou a partida. O técnico do Santos invadiu o campo. Beltrami voltou atrás e resolveu reiniciar a partida, dando mais um minuto de acréscimo. Aos 52 minutos, falta do lado direito do ataque do Santos. Mádson cruzou e outro santista concluiu de cabeça. O juiz anulou o gol, marcou falta de ataque. Em seguida encerrou a partida. Não dá pra entender a confusão que o árbitro arrumou no fim do jogo. Resultado final: Atlético 3 x 2 Santos.
Alexandre Kalil e a luta pelo bicampeonato
Após seis rodadas, o Atlético-MG é o líder do Campeonato Brasileiro. O desempenho do Atlético na competição causa euforia entre os atleticanos. Além da campanha convincente, o time, a comissão técnica e a diretoria despertam a confiança do torcedor.
Desde dezembro de 2008, o presidente do clube é Alexandre Kalil. Na primeira metade da década de 80, o presidente do Atlético era o pai de Alexandre, Elias Kalil. O que nos convida para uma viagem pela história do Atlético no Campeonato Brasileiro. O Atlético foi o campeão da primeira edição da competição em 1971. O grito de bicampeão ficou preso na garganta do atleticano em 1977, 1980 e 1999.
Em 1977, o Atlético enfrentou o São Paulo na final. O Galo terminou a competição invicto com 10 pontos a mais que o São Paulo. O time mineiro venceu 17 partidas e empatou quatro. O tricolor paulista venceu 13, empatou quatro e perdeu quatro. O ataque atleticano marcou 15 gols a mais que o são-paulino. O saldo de gols do Atlético foi superior ao do São Paulo em 14 gols. O Galo teve ainda o artilheiro da competição. Reinaldo marcou 28 gols em 18 jogos. Média de 1,55 gols por partida, a maior da história do Campeonato Brasileiro.
A final foi disputada em um único jogo no campo do time de melhor campanha, o Mineirão. O regulamento esdrúxulo estabelecia que, em caso de empate, haveria prorrogação e pênaltis. Foi o que ocorreu. O jogo terminou empatado em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Na prorrogação, Neca quebrou a perna de Ângelo com uma entrada de sola pouco abaixo do joelho do atleticano. Ângelo foi direto para a mesa de operações e ficou seis meses afastado do futebol. Neca não foi nem expulso pelo juiz Arnaldo César Coelho. O time de Minelli ganhou a disputa de pênaltis por 3 a 2. Não irei comentar aqui a suspensão de Reinaldo pela Justiça Desportiva, que o tirou da grande decisão.
Em 1980, o Atlético disputou a final do Campeonato Brasileiro contra o Flamengo em dois jogos. O Flamengo jogou por dois resultados iguais e a grande final foi no Maracanã porque o time carioca teve a melhor campanha… na semi-final. Atlético e Flamengo terminaram a competição com o mesmo número de pontos. O Atlético teve uma vitória a mais que o Flamengo. O saldo de gols do time mineiro foi maior que o do carioca em quatro gols.
O Atlético enfrentou na semi-final o tricampeão Internacional, que conquistou o título em 1975, 1976 e 1979. O primeiro jogo terminou empatado em 1 a 1 no Mineirão e o Galo venceu o segundo em Porto Alegre por 3 a 0. O Flamengo enfrentou o Coritiba. Venceu o primeiro jogo fora de casa por 2 a 0 e o segundo, no Maracanã, por 4 a 3. Nas finais, 1 a 0 para o Atlético no Mineirão e 3 a 2 para o Flamengo no Maracanã. Uma vitória pra cada time. Soma do resultado dos dois jogos: 3 a 3. Melhor campanha durante toda a competição: Atlético. Melhor campanha nas semi-finais: Flamengo. Campeão: Flamengo. Mais um regulamento esdrúxulo. Também não irei comentar aqui a arbitragem de José de Assis Aragão. Em 1980, o presidente do Atlético era Elias Kalil.
Em 1999, 22 times disputaram o Campeonato Brasileiro. Todos jogaram contra todos em turno único. Os oito primeiros avançaram às quartas de final. O primeiro colocado enfrentou o oitavo, o segundo enfrentou o sétimo e assim por diante. Nas quartas de final, semi-finais e finais, os confrontos foram decididos em dois jogos, em caso de duas vitórias. Nas outras situações, os confrontos foram decididos em três jogos. Os critérios de desempate a partir das quartas de final eram os seguintes: 1º – O somatório de gols dos confrontos entre as duas equipes. 2º – Melhor campanha na 1ª fase da competição.
O Atlético passou pelo Cruzeiro e pelo Vitória para chegar à final. O Corinthians, pelo Guarani e pelo São Paulo. A final foi decidida em três jogos. O Atlético venceu o primeiro no Mineirão por 3 a 2. O Corinthians venceu o segundo no Morumbi por 2 a 0. O terceiro jogo, também no Morumbi, ficou empatado em 0 a 0. Um empate e uma vitória pra cada lado. Soma dos resultados dos três jogos: 4 a 3 Corinthians. Corinthians campeão. Nenhum regulamento esdrúxulo se interpôs entre o time paulista e o título. Em 1999, Bebeto de Freitas trabalhava no Atlético.
A partir de 2003, o Campeonato Brasileiro adotou a fórmula de pontos corridos. Atualmente vinte times disputam a competição. Todos jogam contra todos duas vezes, com mando de campo alternado. No final do campeonato, quem tiver mais pontos é o campeão. O melhor desempenho do Atlético até a quinta rodada na era dos pontos corridos foi em 2003, com quatro vitórias e um empate. O diretor de futebol era Alexandre Kalil e o treinador era Celso Roth. Kalil não permaneceu no cargo até o final do campeonato. O Atlético não manteve a boa campanha e terminou a competição em 7º lugar.
Em 2009, Alexandre Kalil é o presidente, Bebeto de Freitas é o diretor-executivo e Celso Roth é o técnico. Celso Roth foi vice-campeão brasileiro ano passado com o Grêmio. Conduziu ao vice-campeonato um time sem grandes estrelas, desacreditado por todos no início da competição. O desempenho do Atlético no começo do Brasileirão 2009 é auspicioso. O elenco formado por Kalil é o melhor time do Atlético em muitos anos. Entre outros jogadores, têm se destacado Diego Tardelli, Éder Luís, Júnior e Márcio Araújo. Ainda é cedo para se falar em título, mas deixo aqui uma pergunta: será que na gestão de Alexandre Kalil finalmente o atleticano irá gritar bicampeão?
Atlético é lider do Brasileirão 2009
Após seis rodadas, o Atlético-MG lidera invicto o Campeonato Brasileiro de 2009. O Galo soma 14 pontos em seis jogos, quatro vitórias e dois empates. O Inter tem campanha idêntica, só que com cinco gols a menos de saldo. O Atlético marcou 14 gols e o Inter sete. No domingo, o Atlético venceu o Náutico por 3 a 0. Com o empate entre Inter e Vitória, o time mineiro assumiu a ponta pela primeira vez na competição.
O Atlético começou o jogo pressionando o time pernambucano, com seus atacantes e meias marcando no campo do adversário. Com a posse de bola, os jogadores trocavam passes com um ou dois toques. O lateral esquerdo Thiago Feltri foi expulso aos 10 minutos de jogo depois de um carrinho frontal por cima da bola, em lance próximo à linha do meio de campo. Feltri deve ter se exaltado por causa do ritmo de jogo eletrizante do Atlético no começo da partida. Não vi maldade na jogada, mas o lance foi imprudente, violento e desnecessário.
Júnior foi para a lateral esquerda e Éder Luís recuou para o meio campo. Alguns minutos depois, Éder Luís arrancou pela direita e cruzou no primeiro pau para Diego Tardelli, que deu um toque sutil de calcanhar para o centro da área. Júnior chegou em posição legal e completou pra gol. 1 a 0 Atlético. Com a mesma jogada, Júnior abriu o placar na goleada de 4 a a 0 contra o Atlético-PR na Arena da Baixada pela quinta rodada do Brasileirão. Na ocasião, Tardelli correu para o primeiro pau pelo lado esquerdo, recebeu o cruzamento e passou de letra para Júnior marcar.
O Atlético continuou marcando firme, atacando e criando chances de gol durante todo o primeiro tempo. No início do segundo tempo, Aranha fez uma incrível defesa com os pés depois de cabeçada à queima roupa. No rebote, um jogador do Náutico foi expulso por causa de um carrinho. Revendo o lance, parece que o jogador visou a bola e não atingiu a perna do adversário. O Atlético continuou pressionando e chegou ao segundo gol com cabeçada de Tardelli. Outro jogador do Náutico foi expulso, dessa vez em lance indiscutível. Ele deu um carrinho em que não visou a bola e sim o oponente. Mais um lance desnecessário, na intermediária defensiva do time pernambucano.
Éder Luís e Tardelli foram substituídos por Kléber e Alessandro. Márcio Araújo arrancou pela direita e tabelou com Kléber para marcar o terceiro gol, com um toque sutil no canto esquerdo do goleiro Eduardo. O ex-arqueiro do Galo fez boas defesas na partida, evitando uma goleada ainda maior. Vitória convincente em casa após um empate sem gols com o Santo André na última partida jogada no Mineirão.
O outro empate do Galo foi na estréia, em Florianópolis, contra o Avaí. O Atlético esteve apático no primeiro tempo e o time catarinense abriu dois a zero. No segundo tempo, o Galo voltou ao campo com mais disposição e empatou o jogo em 2 a 2. Depois o Galo venceu o Grêmio em casa por 2 a 1 e ganhou do Sport em Recife por 3 a 2. Em seguinda vieram o empate sem gols contra o Santo André e as vitórias contra Atletico-PR e Náutico.